Oi, 2016

08/01/2016

Escrevo esse texto sentada no sofá enquanto o marido tenta assistir pela terceira vez o mesmo episódio de Hannibal SEM DORMIR. Eu me pergunto quando foi que ele desenvolveu a técnica de encontrar paz e serenidade para um cochilo frente a cenas de assassinatos e sangues e órgãos sendo degustados pelos personagens. Não entendo, mas abro o Netflix, respiro fundo e pressiono o play pela terceira vez cruzando os dedos pra que essa tentativa tenha sucesso.

2016 chegou e, entre tempos nublados, chuvas torrenciais e ausência completa de sol por aqui (SOCORRO!), também os filmes e seriados e Popcorn Time e Netflix. Na verdade, é só isso que existe aqui em casa quando o assunto é televisivo (existe essa palavra, gente?), mas em dias cinzas a frequência aumenta.

Aqui em casa não tem Globo, mas também não tem OFF :( Mudamos há 8 meses e NUNCA NA VIDA uma tarefa foi tão difícil: transferir o endereço da Net pra que liguem nossa TV na casa nova. “Ah, deixa pra lá, em 2016 a gente resolve isso…” e, pasmem, não é que ele já chegou?

Outro dia, entre um episódio de Hannibal e outro de How to get away with murder (ASSISTAM!), fui passear pelo Youtube e me deparei com videos de algumas blogueiras que eu gosto com o título: Metas para 2016. Oi? Metas? Pro ano novo? Nunca me senti tão abandonada por mim mesma, confesso.

O maior dos meus planos para as horas e dias seguintes em frente a TV era decidir se eu comeria a pipoca de baconzitos ou com sachê de manteiga extra (ambas sensacionais), pra logo depois pensar comigo mesma: “Puta merda, preciso me alimentar melhor”. Pronto, estavam traçadas as minhas metas.

Levantei do sofá com a gana de quem vai conquistar o mundo, mas parei e pensei que o momento seria muito propício para uma bela fornada de cookies de chocolate antes de qualquer decisão fitness que o ano novo trouxesse.

Processed with VSCOcam with c2 preset

E eu entrei em 2016 assim como quem não quer nada, com 2 kilos a mais mas muita leveza na vida, uma alegria gigante no coração (grande parte devido à leitoa pururuca que a minha mãe fez, não vou mentir), e zero planos ou cobranças para o futuro. Pela primeira vez eu viro o ano sem ter tudo planejadinho na minha cabeça e, sinceramente, sem saber direito o que eu quero da vida nos próximos 366 dias. E posso falar? Não vejo mal nenhum nisso. Feliz nova volta ao redor do sol pra gente, amores!

Processed with VSCOcam with e1 preset